"Eu agora, - que desfecho!
Já nem penso mais em ti...
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci?"
Toma-te!
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Bandeira branca enfiada em pau forte
Sol, praia, calor, uma água de coco refrescante e muito amor. Bahia, chega logo para mim e invade o meu coração. Quero conhecer teus encantos, tuas lendas e dançar com os teus orixás. Final do ano está chegando...aaaaaaaaaaah BAHIA!
"Bahia, minha preta
Como será
Se tua seta acerta o caminho e chega lá?
E a curva linha reta
Se ultrapassar esse negro azul que te mura
O mar, o mar?
Cozinha esse cântico
Comprar o equipamento e saber usar
Vender o talento e saber cobrar, lucrar
Insiste no que é lindo
E o mundo verá
Tu voltares rindo ao lugar que é teu no globo azul
Rainha do Atlântico Sul"
Como será
Se tua seta acerta o caminho e chega lá?
E a curva linha reta
Se ultrapassar esse negro azul que te mura
O mar, o mar?
Cozinha esse cântico
Comprar o equipamento e saber usar
Vender o talento e saber cobrar, lucrar
Insiste no que é lindo
E o mundo verá
Tu voltares rindo ao lugar que é teu no globo azul
Rainha do Atlântico Sul"
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Indomável coração
Tão homem tão bruto tão coca-cola nego tão rock n'roll
Tão bomba atômica tão amedrontado tão burro tão desesperado
Tão jeans tão centro tão cabeceira tão Deus
Tão raiva tão guerra tanto comando e adeus.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Apertou em mim aquela tristeza, da pior de todas, que é a sem razão de motivo.
Ontem foi um feriadinho incrível, me deixou com um estado de espírito leve e descontraído, quando pela tarde assisti à comédia policial melodramática "Tacones lejanos" (1991) do Almodóvar, mas postarei algo sobre em outra oportunidade, pois vim aqui registrar o meu encontro com "Melancholia" (2011) do esquisitão Lars Von Trier. Esse último merece um post de urgência de coceira visto que me deixou enfeitiçada pelo roteiro e pela plástica do filme.
Curiosamente a minha quinta-feira foi tão binária e bipolar quanto o filme em questão.
"Melancholia" quase me decepciona no início ao mostrar cenas de planetas se chocando e astros reluzentes, bem no estilo "Árvore da vida" (2011) do Terrence Malick , que eu detestei(depois eu constataria que ambos os filmes se opõem - enquanto um trata da origem, o aoutro se debruça sobre o fim). Então,sou precipitada e acabo querendo tirar conclusões antes das premissas. Uó! Contudo, minha percepção diante daquela película se transformou rapidamente no decorrer, da ainda, introdução. Um verdadeiro espetáculo, quadros em que você se esforçava para conseguir discernir o movimento do estático.
Sendo este o meu terceiro filme do Von Trier, ainda me esforço um bocado para entrar no universo dele. Racionalizei demais, o que deveria ser apenas sentindo, como asseverou uma amiga. Mas não havia como ser diferente, o elemento dramático e psicológico que também se encontra presente em "Dançando no escuro" (2000) e "Dogville" (2003), por exemplo, nos impõe a racionalizar sobre a nossa miserável condição humana, perturbação e falta do sentimento de si. Incrivelmente bem interpretada por Kirsten Dunst. (essa personagem só não supera a vampirinha from hell Cláudia de "Entrevista com o vampiro"- risos). Dizem ter sido parte de uma experiência vivida pelo próprio diretor, em uma de suas fases depressivas e sessões de psicanálise...
Freud percebeu que havia uma perturbação real da libido na melancolia, uma hemorragia da libido, uma perda real na melancolia. Hemorragia da libido que pode ser compreendida como um ataque ao desejo e que faz com que a sombra da morte caia sobre o sujeito (objeto) ("Rascunho G", 1895 ).
No melancólico, como o objeto a enquanto causa de desejo está fora do jogo, o que fica é a pura perda e a sombra da morte que cai sobre o sujeito que passa ao ato suicida, joga-se pela janela, isola-se na indiferença, no desapego, na abulia, no silêncio, na catatonia, na vivência de perda, de culpa, na dor de existir. (FERRARI, 2005).
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Lágrimas não são argumentos [parte I ]
Pensei enquanto dormia num triste fim de uma história de amor. Tratava-se de um casal que se curtia muito intensamente. Passavam as horas vagas e as não vagas juntos. Cozinhavam juntos, ele cortando a cebola enquanto ela espremia o alho. Faziam café um para o outro. Faziam cafuné um no outro. Entreolhavam-se, nas cenas cotidianas e já deduziam o que o outro pensava. Possuíam a cumplicidade dos irmãos, o amor flamejante dos amantes clandestinos e acima de tudo eram amigos. Bons amigos do tipo que dão risada por qualquer bobagem.
Até o dia em que ela entrou no ap. dele sem tocar a campainha. Possuía uma cópia da chave, tamanha a confiança que existia. Foi entrando de mansinho para não assustar, com aquela doçura que lhe cabia quando queria somente fazê-lo sorrir. Escancarou a porta do quarto entreaberto e, de pronto, não entendeu a cena que via. Cerrou os olhos como quem se esforça para enxergar melhor, até cair num abismo de profunda incompreensão. Fechou a porta e saiu do ap. na mesma pisada, como quem se esforça para não ser vista. Como quem descobre o final de uma novela de maneira clandestina, totalmente proibida. Sentiu-se culpada pela “invasão” de domicílio. Desceu as escadas correndo e não conseguia fazer o raciocínio funcionar, pois na mente só lhe vinha uma imagem: dois corpos colados e olhares surpresos.
No caminho de casa sentou para descansar. Pediu uma água de coco e na medida em que sugava o líquido pelo canudinho, agonizava por dentro enquanto lágrimas de sódio escorriam pelos seus olhos perplexos.
(...) continua.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Todo inicio é cambiante, inseguro, vacilante. Mal consigo traçar a ordem dos pensamentos primeiros a expor nesta estréia. Foi de súbito, acordei e decidi há três minutos: a interação online não pode ser tão ruim assim..., andei me sentindo só...”sôfregando” em demasia no mundo real. Há três dias que estou ‘limpa” do facebook. Aquele vício realmente conseguiu mexer comigo! Mas eu dei o troco, não sinto falta nem de dar um click sequer...dane-se ele...aí resolvi criar um blog! Dim dom.
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